quinta-feira, 7 de maio de 2009

1. A Doutrina da Trindade na História

Os judeus no tempo de Jesus davam muita ênfase à unidade de Deus, e esta ênfase foi trazida para dentro da igreja cristã. O resultado foi que alguns eliminaram completamente as distinções pessoais da Divindade, e que outros não fizeram plena justiça à divindade essencial da segunda pessoa e da terceira pessoas da Trindade Santa. Tertuliano foi o primeiro a empregar o termoTrindade” e a formular a doutrina , mas a sua formulação foi deficiente, desde que envolvia uma infundada subordinação do Filho ao Pai. Os arianos negavam a divindade do Filho e do Espírito Santo, apresentado o Filho como a primeira criatura do Pai, e o Espírito Santo como a primeira criatura do Filho. O monarquianismo dinâmico via em Jesus apenas um homem e no Espírito Santo uma influência divina. o monarquianismo modalista considerava o Pai, o Filho e o Espírito Santo meramente como três modos de manifestação assumidos sucessivamente pela Divindade.

A igreja começou a formular a sua doutrina da Trindade no século quarto. O Concílio de Nicéia (325 d.C.) declarou que o Filho é co-essencial com o Pai, enquanto que o Concílio de Constantinopla (381 d.C.) afirmou a divindade do espírito, embora não com a mesma precisão.

Depois da Reforma não temos maior desenvolvimento da doutrina da Trindade, mas o que encontramos são algumas das errôneas formulações antigas. Os arminianos, Episcópio, Curceleu e Limborgh reavivaram a doutrina da subordinação ao atribuírem ao Pai uma certa preeminência sobre as outras pessoas da Trindadeem ordem, dignidade e poder. Outros seguiram o caminho indicado por Sabélio, ensinando uma espécie de modalismo com, por exemplo, Schleiermacher, que considerava as três pessoas simplesmente como três aspectos de Deus: o Pai é Deus como a subjacente unidade de todas as coisas, o Filho é Deus como passando a uma personalidade consciente no homem, e o Espírito Santo é Deus vivendo na igreja. Os socinianos da época da Reforma seguiram as linhas arianas, mas foram além de Ário, pois para eles Cristo era simplesmente um homem e o Espírito Santo apenas um poder ou influência.

2. Deus Como Trindade em Unidade

a. A Personalidade de Deus e a Trindade

Os atributos comunicáveis de Deus salientam a sua personalidade desde que O revelam como um ser moral bem como racional. E, visto que o homem foi criado à imagem de Deus, podemos compreender algo da vida pessoal de Deus pela observação da personalidade como a conhecemos no homem.

Contudo, precisamos ter cuidado de não estabelecer a personalidade humana como padrão pelo qual avaliar a personalidade de Deus. Poisgrande diferença entre ambas, e esta é que o homem é unipessoal, enquanto Deus é tri-pessoal. E esta existência tripessoal é uma necessidade do Ser Divino, e em nenhum sentido resulta de uma escolha feita por Deus. Ele não poderia existir em nenhuma outra forma que não a forma tri-pessoal.

b. Prova Bíblica da Doutrina da Trindade

A doutrina da Trindade depende decisivamente da revelação autoritativa que Deus deu aos homens.

b.1 Provas do Velho Testamento: Alguns dos primeiros pais da igreja e alguns teólogos mais recentes desconsideram o caráter progressivo da revelação e opinaram que a doutrina da Trindade foi revelada completamente no V.T. Por outro lado, os socinianos e os arminianos eram de opinião que nãonada desta doutrina ali. Contudo, tanto estes como aqueles estavam enganados. E V.T não contém pela revelação da existência trinitária de Deus, mas contém várias indicações dela. Ou seja, a Bíblia nunca trata desta doutrina de maneira abstrata, mas revela a subsistência trinitária, em suas várias relações, como uma realidade viva. E esta revelação vai tendo maior clareza, na medida em que a obra redentora de Deus é revelada mais claramente, como na encarnação do Filho e no derramamento do Espírito. No Velho Testamento, portanto, encontramos as seguintes passagens indicadoras da doutrina da Trindade:

* Aquelas passagens em que Deus fala de si mesmo no plural (Gn 1:26; 11:7), o que indicam distinções pessoais em Deus, embora não sugiram uma triplicidade, mas apenas uma pluralidade de pessoas;

* As passagens que referem ao Anjo do Senhor que, por um lado, é identificado com Jeová e, por outro, distingue-se dele (Gn 16:7-13; Gn 18:1-21; 19:1-28; Ml 3:1);

* Passagens em que a Palavra e a Sabedoria de Deus são personificadas (Sl 33:4,6; Pv 8:12-31);

* Textos nos quais Deus fala e menciona o Espírito e o Messias, ou quem fala é o Messias, que menciona Deus e o Espírito (Is 48:16; Is 61:1; Is 63:9,10).

b.2 Provas do Novo Testamento: O Novo Testamento traz consigo uma revelação mais clara das distinções da Divindade, vejamos:

* Se no V.T. Jeová e apresentado como o Redentor e Salvador de seu povo (Jó 19:25; Sl 19:14; Is 41:14; Jr 14:3), no N.T. o Filho de Deus distingue-se nesta capacidade (Mt 1:21; Lc 1:76-79; Jo 4:42, etc);

* Se no V.T. é Jeová que habita em Israel e nos corações dos que O temem (Sl 74:2; Sl 135:21; Is 8:18; Ez 43:7-9), no N.T. é o Espírito santo que habita na igreja (At 2:4; Rm 8:9,11; I Co 3:16; Gl 4:6; Ef 2:22);

* Vemos o Pai de dirigindo ao Filho (Mc 1:11; Lc 3:22), o Filho comunicando-se com o Pai (Mt 11:25; Jo 11:41), e o Espírito Santo orando a Deus nos corações dos crentes (Rm 8:26).

* No batismo do Filho, o Pai fala e o Espírito Santo desce na forma de pomba (Mt 3:16,17);

* Na grande comissão Jesus menciona as três pessoas em igualdade de autoridade (Mt 28:19) e também observamos o mesmo princípio em outras passagens (I Co 12:4-6; II Co 13:13; I Pe 1:2).

c. Exposição da Doutrina da Trindade

c.1 Há no Ser Divino apenas uma essência indivisível: Deus é um em Seu ser essencial, ou seja, em Sua natureza constitucional. Esta idéia baseia-se em passagens como Dt 6:4 e Tg 2:19.

c.2 Neste único Ser Divinotrês pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito santo: A experiência indica que onde temos uma pessoa, temos também uma essência individual distinta. Mas em Deus nãotrês indivíduos justapostos e separados uns dos outros, mas somente auto-distinções pessoais dentro da essência divina. E estas auto-distinções do Ser Divino implicam um eu e tu no Ser de Deus, que assumem relações pessoais uns para com os outros (Mt 3:16; Jo 1:18; Jo 3:16; Jo 16:13-15).

c.3 Toda a indivisiva essência de Deus pertence a cada uma das três pessoas: Quer dizer que a essência não é dividida entre as três pessoas, mas está com a totalidade absoluta da sua perfeição em cada uma das pessoas, de modo que têm unidade numérica de essência. Ora, se é assim, portanto, não de deve haver subordinação de uma pessoa a outra da Divindade quanto ao ser essencial, e, conclusivamente, nenhuma diferença na dignidade pessoal. A única subordinação que podemos falar é uma subordinação quanto à ordem e o relacionamento.

c.4 A subsistência e as operações das três pessoas do Ser Divino são assinaladas por certa ordem definida: Quanto a subsistência o Pai é a primeira pessoa, o Filho é a segunda, e o Espírito é a terceira. Esta ordem, contudo, não pertence a nenhuma prioridade de tempo ou de dignidade essencial, mas somente à ordem de derivação lógica. O Pai não é gerado por nenhuma das outras duas pessoas, nem delas procede; o Filho é eternamente gerado pelo Pai, e o Espírito santo procede do Pai e do Filho desde toda a eternidade. Todas as coisas provém do Pai, mediante o Filho e no Espírito Santo.

c.5 certos atributos pessoais pelos quais se distinguem as três pessoas: chamam-se também de opera ad intra, porque são obras realizadas no interior do Ser Divino e não se finalizam na criatura. A geração é um ato exclusivo do Pai, a filiação pertence exclusivamente ao Filho e a processão pode ser atribuída ao Espírito santo. As opera ad extra são aquelas atividades e efeitos pelos quais a Trindade se manifesta exteriormente. Nunca estas obras se devem exclusivamente a uma pessoa da Trindade, mas assim são expostas para mostrar aquilo que a teologia nomeou como a economia divina, por exemplo: a salvação pertence a Deus, mas é o Pai posto como o idealizador da salvação, Jesus é o Fiador da aliança da graça e o Espírito Santo aquele que aplica a obra da redenção na vida dos eleitos.

3. As Três Pessoas Consideradas Separadamente

a. O PAI, a Primeira Pessoa da Trindade

a.1 O nome Pai: nem sempre é aplicado com relação a Deus com o mesmo sentido na Escritura.

* Às vezes se aplica ao Deus Triúno como a origem de todas as coisas (I Co 8:6; Ef 3:15; Hb 12:9; Tg 1:17);

* Atribui-se também o nome ao Deus Triúno para expressar a relação teocrática que Ele mantém com Israel como o Seu .povo no V.T. (Dt 32:6; Is 63:16; Is 64 8; Jr 3:4);

* No N.T. o nome é geralmente empregado para designar o Deus Triúno como o Pai, no sentido ético, de todos os seus filhos espirituais (Mt 5:45; Rm 8:16; I Jo 3:1);

* O nome é aplicado à primeira pessoa da Trindade em Sua relação com a segunda pessoa (Jo 1:14,18; Jo 5:17-26; Jo 14:12,13).

a.2 A Propriedade Distintiva do Pai:

* Em termos negativos afirma-se que Ele não é gerado;

* Em termos positivos, consiste na geração do Filho e na espiração do espírito Santo.

a.3 As opera ad extra do Pai: Todas as opera ad extra de Deus são do Deus Triúno, mas nalgumas destas obras o Pai está em primeira plana, vejamos:

* Planejamento da obra da redenção e eleição de Cristo (Sl 2:7-9; Is 53:10; Mt 12:32; Ef 1:3-6);

* As obras da criação e da providência, principalmente em seus estágios iniciais (I Co 8:6; Ef 2:9);

* A obra de representação da Trindade no Conselho da Redenção, como Ser santo e justo, cujo direito foi violado (Sl 2:7-9; Sl 40:6-9; Jo 6:37,38; Jo 17:4-7).

b. O FILHO, a Segunda Pessoa da Trindade

b.1 O nome Filho: A segunda pessoa da Trindade é chamada de “FilhoouFilho de Deusem mais de um sentido do termo, vejamos:

* Ele é mencionado “Filho de Deus” do ponto de vista de sua pré-encarnação (Jo 1:14,18; Gl 4:4);

* Nalgumas passagens o nome indica a divindade de Cristo (Jo 5:18-25; Hb 1);

* Outras passagens fazem referência à sua messianidade (II Co 11:31; Ef 1:3;);

* Num sentido natalício, em vista do fato de que seu nascimento deu-se à paternidade de Deus (Lc 1:32,35; Jo 1:13).

b.2 A Geração do Filho: A propriedade característica do Filho é que Ele é eternamente gerado pelo Pai e toma parte com o Pai na espiração do Espírito Santo. Não somente os nomesPai” e “filho” sugerem a geração deste por aquele, mas também o Filho é repetidamente chamado de “o Unigênito” (Jo 1:14,18; Jo 3:16; I Jo 4:9). Destacamos dois aspectos desta geração, vejamos:

* Esta geração é um ato necessário de Deus Pai. Orígenes considerava-a um ato dependente da vontade do pai. Mas, Atanásio e outros perceberam claramente que uma geração dependente da vontade facultativa de Deus Pai tornaria contingente a existência do Filho e assim O privaria da Sua divindade.

* Este ato, além de ser necessário, é eterno. Não no sentido de algo que foi realizado em um passado remoto, mas sim um ato atemporal, um ato de um eterno presente (Mq 5:2; Jo 1; Jo 3:16; At 13:33; Cl 1:16; Hb 1:3).

b.3 A Divindade do Filho: A divindade do Filho foi negada na Igreja Primitiva pelos ebionitas, pelos monarquistas e pelos arianos. Nos dias da Reforma os socinianos seguiram o exemplo daqueles e falaram de Jesus como mero homem. A mesma posição foi tomada por Schleiermacher e por muitos eruditos liberais. Contudo, a Bíblia assevera a divindade de Cristo nos termos abaixo relacionados:

* Sua divindade é explicitamente asseverada em vários textos (Jo 1:1; Rm 9:5; Fp 2:6; Tt 2:13; I Jo 5:20);

* É aplicado a ele nomes divinos (Is 9:6; Is 40:3; Jr 23:5; Jl 2:32 [comp. At 2:21]);

* Atribui-se a ele atos e perfeições divinas tais como:

- Existência eterna (Is 9:6; Jo 1:1,2; Ap 1:8; Ap 22:13));

- Onipresença (Mt 18:20; Mt 28:20; Jo 3:13);

- Onisciência ( Jo 2:24,25; Jo 21:17; Ap 2:23);

- Onipotência (Is 9:6; Fp 3:21; Ap 1:8);

- Imutabilidade (Hb 1:10-12; Hb 13:8).

- Perdoar pecados (Mt 9:2-7; Mc 2:7-10; Cl 3:13)

- A ressurreição e o juízo (Mt 25:31,32; Jo 9:19-29; At 10:42)

b.4 O Lugar do Filho na Trindade Econômica: Todas as coisas provém do Pai, mediante o Filho (I Co 8:6). Se o Pai é apresentado como a causa absoluta de todas as coisas, i Filho sobressai claramente como a causa mediadora. Isto se aplica tanto as coisas naturais (Jo 1:3,10; Hb 1:2,3) como na obra da redenção (Ef 1:3-14; II Co 13:13; Ef 5:2,25).

c. O ESPÍRITO SANTO, A Terceira Pessoa da Trindade:

c.1 O Nome Aplicado à Terceira Pessoa da Trindade: O termo hebraico com o qual Ele é designado é ruah [ ], e o grego é pneuma [ ], ambos os quais, como o vocábulo latino spiritus, derivam de raízes que significam soprar”, respirar”. Daí, podem também ser traduzidos por sopro ou fôlego” (Gn 2:7; Gn 6:17; Ez 37:5,6), ou vento” (Gn 8:1; I Re 19:11; Jo 3:8). O V.T. geralmente emprega o termoespíritosem qualificativos, ou fala do “Espírito de Deus” [ ] ouEspírito do Senhor” [ ], e utiliza a expressãoEspírito Santo” [ ] somente em Sl 51:11; Is 63:10,11. o N.T. esta veio a ser a designação para a terceira pessoa da Trindade ( [ ] ).

c.2 A Personalidade do Espírito Santo: a prova que os Espírito Santo não é uma energia ou poder impessoal de Deus, mas sim uma pessoa que compõe a Trindade encontra-se tão somente nas verdades expostas na Palavra de Deus, vejamos:

* São-lhe atribuídas características pessoais, tais como:

- Inteligência (Jo 14:26; Jo 15:26; Rm 8:16);

- Vontade (At 16:7; I Co 12:11);

- Sentimentos (Is 63:10; Ef 4:30);

- Ele sonda, fala, testifica, ordena, revela, luta, cria, faz intercessão, vivifica mortos, etc. (Gn 1:2; Gn 6:3; Lc 12:12; Jo 14:26; At 8:29; Rm 8:11; I Co 2:10,11)

* É apresentado como mantendo tais relações com outras pessoas, que implica em sua própria personalidade (At 15:28; Jo 16:14; Mt 28:19; II C 13:13);

* passagens nas quais se distingue entre o Espírito e o seu poder (Lc 1:35; Lc 4:14; At 10:38; Rm 15:13).

c.3 A Divindade do Espírito Santo: A divindade do espírito pode ser atestada nas Escrituras Sagradas pelos seguintes motivos:

* São-lhe dado nomes divinos (Ex 17:7 [comp. Hb 3:7-9]; At 5:3,4; I Co 3:16; II Tm 3:16; II Pe 1:210;

* São-lhe atribuídas perfeições divinas como:

- Onipresença (Sl 139:7-10);

- Onisciência (Is 40:13,14 [comp. Rm 11:34]; I Co 2:10,11);

- Onipotência (I Co 12:11; Rm 15:19);

- Eternidade (Hb 9:14).

* Ele realiza obras divinas como:

- Criação (Jó 26:13; Jó 33:4);

- Renovação providencial (Sl 104:30);

- Ressurreição dos mortos (Rm 8:11);

- Regeneração (Jo 3:5,6; Tt 3:5).

* É-lhe prestada honra divina (Mt 28:19; Rm 9:1; II Co 13:13).

c.4 A Obra do Espírito santo na Economia Divina: como foi exposto anteriormente, embora os atos da Divindade possam ser expostos de forma geral como que oriunda de Deus, a teologia, através da expressão economia divina”, ressalta a verdade que cada uma das pessoas da Trindade possui o seu papel na manifestação graciosa da Divindade. O Espírito, portanto, deve ser visto como aquele que age, também, tanto na esfera natural como na esfera da redenção. Vejamos:

* Na esfera natural a obra do Espírito inclui:

- A geração da vida (Jó 26:13; Sl 33:6; Sl 104:30);

- A inspiração e qualificação dos homens (Ex 28:3; Ex 31:2,3,6; I Sm 11:6; ).

* Na esfera da redenção:

- O preparo e qualificação de Cristo para a sua obra mediadora (Lc 1:35; Hb 10:5-7; Lc 3:22);

- A inspiração das Sagradas Escrituras (I Co 2:13; II Pe 1:21);

- A formação e o aumento da igreja (Ef 1:22,23; Ef 2:22; I Co 3:16);

- O ensino e a direção da igreja (Jo 14:26; Jo 15:26; At 5:32; Hb 10:15; I Jo 2:27).

APÊNDICE II

1. CONFISSÃO DE FÉ WESTMINSTER: Cap II - De Deus a da Santíssima Trindade



I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.


Deut. 6:4; I Cor. 8:4, 6; I Tess. 1:9; Jer. 10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; João 6:24; I Tim. 1:17; Deut. 4:15-16; Luc. 24:39; At. 14:11, 15; Tiago 1:17; I Reis 8:27; Sal. 92:2; Sal. 145:3; Gen. 17:1; Rom. 16:27; Isa. 6:3; Sal. 115:3; Exo3:14; Ef. 1:11; Prov. 16:4; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; I João 4:8; Exo. 36:6-7; Heb. 11:6; Nee. 9:32-33; Sal. 5:5-6; Naum 1:2-3.


II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.


João 5:26; At. 7:2; Sal. 119:68; I Tim. 6: 15; At - . 17:24-25; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; Heb. 4:13; Rom. 11:33-34; At. 15:18; Prov. 15:3; Sal. 145-17; Apoc. 5: 12-14.


III. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.


Mat. 3:16-17; 28-19; II Cor. 13:14; João 1:14, 18 e 15:26; Gal. 4:6.

2. CATECISMO MAIOR: Perguntas de 6 - 11

6. Que revelam as Escrituras acerca de Deus?

As Escrituras revelam o que Deus é, quantas pessoas há na Divindade, os seus decretos e como Ele os executa.


Mas. 3:16-17; Isa. 46:9-10; At. 4:27-28,

7. Quem é Deus?

Deus é espírito, em si e por si infinito em seu ser, glória, bem-aventurança e perfeição; todo - suficiente, eterno, imutável, insondável, onipresente, infinito em poder, sabedoria, santidade, justiça, misericórdia e clemência, longânimo e cheio de bondade e verdade.


João 4:24; Exo. 3:14; Job. 11:7-9; At. 5:2; I Tim. 6:15; Mat. 5:48; Rom. 11:35-36 Sal. 90:2 -145:3 e 139:1, 2, 7; Mal. 2:6; Apoc. 4:8; Heb. 4:13; Rom. 16:27; Isa. 6:3; Deut. 32:4; Exo. 34:6.

8. Há mais que um Deus?

Há um só Deus, o Deus vivo e verdadeiro.


Deut. 6:4: Jer. 10:10; 1 Cor. 8:4.

9. Quantas pessoas há na Divindade?

Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três pessoas são um só Deus verdadeiro e eterno, da mesma substância, iguais em poder e glória, embora distintas pelas suas propriedades pessoais.


Mat. 3:16-17, e 28:19; 11 Cor. 13:14; João 10:30.


10. Quais são as propriedades pessoais das três pessoas da Divindade?

O Pai gerou o Filho, o Filho foi gerado pelo Pai, e o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, desde toda à eternidade.


Heb. 1:5-6; João 1:14 e 15:26; Gal. 4:6.

11. Donde se infere que o Filho e o Espírito Santo são Deus, iguais ao Pai?


As Escrituras revelam que o Filho e o Espírito Santo são Deus igualmente com o Pai, atribuindo-lhes os mesmos nomes, atributos, obras e culto que só a Deus pertencem.


Jer. 23:6; Isa. 6:3, 5, 8; João 12:41; At. 28:25; 1 João 5:20; Sal. 45:6; At. 5:3-4; João 1:1; Isa. 9:6; João 2:24-25; 1 Cor. 2:10-11; Col. 1:16; Gen. 1:2; Mat. 28:19; 11 Cor. 13:14.

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Quem sou eu

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Doutorando em Ciências da Religião (PUC-GO), Mestre em Ciências da Religião (PUC-GO), Licenciatura em Pedagogia (UVA-CE), História (UVA-CE), Matemática (UNIFAN-GO) e Bacharel em Teologia (FACETEN-Ro). Professor de Metodologia do Ensino da Matemática; Metodologia do Ensino das Ciências Naturais; Educação e Cultura; Fundamentos Epistemológicos da Educação e Educação, Sociedade e Meio Ambiente, Filosofia, Ética, Ciências Políticas (FANAP).

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